Sabias que a hora a que bebes café pode ajudar ou prejudicar a regulação dos níveis de açúcar no sangue?
Um estudo publicado no British Journal of Nutrition analisou o impacto do café e do sono na resposta glicémica. Os cientistas registaram as respostas sanguíneas dos participantes a diferentes hábitos de sono: noites normais e noites com interrupções.
Numa das experiências, os participantes beberam uma solução de glicose após uma noite bem dormida. Noutra, repetiram a mesma bebida depois de uma noite com sono interrompido. No terceiro dia, tomaram uma chávena de café antes da bebida com glicose, também após uma noite mal dormida.
Nota: A bebida com glicose serviu para imitar o conteúdo nutricional de um pequeno-almoço normal.
O estudo concluiu que uma noite mal dormida não afetou de forma significativa o metabolismo da glicose dos participantes saudáveis. Contudo, beber café em jejum antes da bebida de glicose aumentou a resposta glicémica em cerca de 50%.
O líder da investigação, Harry Smith, destacou: “Começar o dia, após uma noite mal dormida, com um café forte tem um efeito negativo no metabolismo da glicose de cerca de 50%.”
Para Smith, o ideal é beber café após o pequeno-almoço, evitando assim perturbar os níveis de glicose no sangue. Como sublinha: “A regulação do açúcar no sangue fica comprometida quando o café é a primeira coisa que o corpo recebe, sobretudo depois de uma má noite de sono. Podemos melhorar isso ao comer primeiro e beber café mais tarde, se sentirmos necessidade.”
Benefícios do café para a longevidade
De acordo com a revista Science Direct, investigadores concluíram que o café pode reduzir o risco de morte por doenças associadas ao envelhecimento e ao acidente vascular cerebral (AVC), ajudando na regulação dos mecanismos de stress e na proteção do organismo.
A pesquisa mostra que “o consumo regular de café parece estar associado à preservação das funções musculares, cardiovasculares, mentais e imunológicas, e está inversamente relacionado com a incidência das doenças mais comuns entre os idosos, como doenças cardiovasculares e respiratórias, AVC, certos tipos de cancro, diabetes, demência, depressão grave e fragilidade.”
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