A DECO PROteste não recomenda dois protetores solares com FPS 50 ou 50+ depois de testar 12 produtos em laboratório. A associação diz que dois deles apresentam proteção contra radiação UVB inferior à indicada no rótulo.
Em causa estão produtos de marcas conhecidas: Biotherm Waterlover Hydrating Sun Milk e La Roche-Posay Anthelios Crème Solaire.
Isto não significa que todos os protetores solares destas marcas estejam em causa, mas sim os produtos avaliados pela DECO no teste divulgado a 25 de maio de 2026.
Em poucas linhas
- A DECO PROteste testou 12 protetores solares com FPS 50 ou 50+.
- Dois produtos não foram recomendados pela associação.
- Segundo a DECO, ambos anunciam FPS 50+, mas os resultados laboratoriais apontam para FPS 30.
- A falha está na proteção UVB indicada no rótulo.
- A DECO diz que comunicou as inconformidades ao Infarmed.
- Para quem vai comprar, a regra prática é comparar rótulo, tipo de pele, uso previsto e resultados independentes quando existirem.
Quais são os protetores que a DECO não recomenda?
Segundo a DECO PROteste, os dois protetores solares não recomendados são:
- Biotherm Waterlover Hydrating Sun Milk;
- La Roche-Posay Anthelios Crème Solaire.
A associação afirma que os dois produtos dizem ter FPS 50+, mas que os testes laboratoriais indicam uma proteção equivalente a FPS 30. Por isso, foram penalizados na avaliação global.
A DECO acrescenta que denunciou as inconformidades ao Infarmed, entidade responsável pelo controlo destes produtos em Portugal.
O que significa “não recomenda”?
Quando a DECO diz que não recomenda um produto, isso não é o mesmo que uma ordem de retirada do mercado.
Significa que, no teste feito pela associação, o produto teve um resultado suficientemente negativo para não ser aconselhado aos consumidores.
Neste caso, o problema apontado é a discrepância entre o fator de proteção anunciado e o fator medido em laboratório. A diferença é relevante porque o consumidor compra o produto a contar com um nível de proteção específico.
FPS 50+ e FPS 30: qual é a diferença?
O FPS, ou fator de proteção solar, refere-se sobretudo à proteção contra a radiação UVB, associada às queimaduras solares.
Um protetor com FPS 50 ou 50+ é normalmente escolhido por pessoas com pele clara, pele sensível, maior exposição solar ou por quem procura proteção elevada.
Se um produto anunciado como FPS 50+ se comporta, no teste, como FPS 30, o problema não é que deixe de proteger. O problema é que pode proteger menos do que o consumidor espera.
Essa diferença pode levar a uma falsa sensação de segurança, sobretudo em praia, piscina, caminhadas, trabalho ao ar livre ou nos primeiros dias de exposição solar.
Devo deixar de comprar estas marcas?
Com a informação disponível, não é prudente transformar este teste numa condenação geral das marcas.
O que está em causa são produtos concretos avaliados pela DECO. Uma marca pode ter vários protetores solares, com fórmulas, formatos e lotes diferentes.
Para o consumidor, a leitura mais útil é outra: se está a comprar protetor solar agora, deve escolher com atenção, verificar se há testes independentes e evitar assumir que uma marca conhecida garante sempre o melhor resultado.
O que deve verificar antes de comprar protetor solar
Antes de comprar, vale a pena olhar para mais do que o preço ou a marca.
- confirme o FPS indicado no rótulo;
- procure proteção UVA e UVB;
- escolha uma textura que consiga aplicar em quantidade suficiente;
- veja se o produto é adequado ao rosto, corpo ou crianças;
- confirme validade e estado da embalagem;
- tenha cuidado com compras online em vendedores pouco claros;
- consulte testes independentes quando estiverem disponíveis.
Se está a comparar alternativas antes do verão, o N-Notícias reuniu protetores solares de supermercado que podem compensar em 2026, com foco em FPS, tipo de utilização, pele sensível e preço.
O protetor solar também tem de ser bem usado
Mesmo um bom protetor solar pode falhar se for mal aplicado.
Aplicar pouca quantidade, esquecer zonas expostas, não reaplicar depois de ir à água ou confiar num protetor antigo pode reduzir bastante a proteção real.
O SNS 24 recomenda usar protetor solar com fator 30 ou superior e renovar a aplicação de duas em duas horas em contexto de exposição solar e calor.
Se tem embalagens antigas em casa, vale a pena confirmar validade, cheiro, textura e tempo após abertura. Este guia explica quando pode ou não fazer sentido usar o protetor solar do ano passado.
O Índice UV também conta
A escolha do protetor solar não deve depender apenas da temperatura.
Há dias em que não parece estar muito calor, mas a radiação ultravioleta pode exigir cuidados. O Índice UV ajuda a perceber quando deve reforçar a proteção da pele e dos olhos.
Em dias de radiação elevada, o protetor deve ser combinado com sombra, chapéu, óculos de sol, roupa adequada e menor exposição nas horas de maior intensidade.
E se for para crianças?
No caso das crianças, a margem para facilitar deve ser ainda menor.
A pele infantil exige cuidados especiais e os protetores devem ser escolhidos de acordo com a idade, tipo de pele e contexto de exposição.
Também há alertas de consumo específicos que convém acompanhar. O N-Notícias explicou recentemente o alerta do Infarmed sobre protetores solares infantis e os lotes que devem ser verificados.
Em resumo
A DECO PROteste não recomenda dois protetores solares FPS 50+: Biotherm Waterlover Hydrating Sun Milk e La Roche-Posay Anthelios Crème Solaire.
Segundo a associação, os produtos anunciam FPS 50+, mas os testes laboratoriais apontam para FPS 30. A DECO diz que comunicou as inconformidades ao Infarmed.
Para quem vai comprar, a conclusão prática é simples: não escolha só pela marca. Veja o FPS, confirme proteção UVA e UVB, aplique corretamente e, quando possível, consulte testes independentes antes de decidir.
Fontes: