Luís Represas morreu aos 69 anos, vítima de doença prolongada. A morte do cantor e compositor português foi confirmada na quarta-feira, 22 de julho, pelo agente do músico.
Fundador e uma das principais vozes dos Trovante, Luís Represas completava em 2026 cinquenta anos de uma carreira marcada por canções como Perdidamente, 125 Azul, Feiticeira, Neve Sobre a Marginal e Timor.
Em poucas linhas
- Luís Represas morreu a 22 de julho de 2026;
- O músico tinha 69 anos e faria 70 em novembro;
- A causa publicamente confirmada é uma doença prolongada;
- Fundou os Trovante em 1976;
- Celebrava este ano 50 anos de carreira;
- Deixou uma longa carreira nos Trovante e a solo;
- O velório realiza-se na Basílica da Estrela, em Lisboa.
O que aconteceu a Luís Represas?
Luís Represas morreu na quarta-feira, 22 de julho, aos 69 anos. A notícia foi confirmada pelo agente do artista à Renascença.
A informação divulgada refere que o músico foi vítima de doença prolongada. Não foram tornados públicos outros detalhes clínicos e não deve ser avançada uma doença específica sem confirmação da família ou dos representantes.
Luís Represas morreu no ano em que assinalava cinquenta anos de carreira musical.
Quando e onde são as cerimónias fúnebres?
O velório realiza-se esta quinta-feira, 23 de julho, na Basílica da Estrela, em Lisboa.
A cerimónia estará aberta ao público entre as 16h00 e as 22h30, permitindo a presença de admiradores, amigos e colegas do músico.
O funeral realiza-se na sexta-feira, depois de uma celebração religiosa. O momento seguinte será reservado à família, de acordo com a informação divulgada pela agência do artista.
Quem era Luís Represas?
Luís Represas nasceu em Lisboa, em 1956. Começou a aproximar-se da música ainda adolescente, depois de receber a primeira guitarra.
Em 1976, fundou os Trovante com João Gil, João Nuno Represas, Manuel Faria e Artur Costa. O grupo viria a tornar-se uma das referências da música popular portuguesa depois do 25 de Abril.
Represas permaneceu como uma das vozes e figuras centrais da banda até ao fim do percurso regular dos Trovante, no início dos anos 90.
Os anos dos Trovante
Os Trovante atravessaram diferentes fases musicais, combinando música tradicional portuguesa, folk, pop e rock.
Ao longo do percurso, a banda reuniu músicos como Fernando Júdice, José Martins e José Salgueiro, além dos fundadores.
Entre as canções mais associadas ao grupo estão Perdidamente, sobre um poema de Florbela Espanca, 125 Azul e Saudade.
As músicas dos Trovante continuaram a chegar a novas gerações depois da separação, mantendo presença regular na rádio, em concertos e em projetos de homenagem à música portuguesa.
A carreira a solo e Feiticeira
Depois dos Trovante, Luís Represas iniciou uma carreira a solo e consolidou uma identidade própria como cantor e compositor.
Feiticeira, interpretada com o músico cubano Pablo Milanés, tornou-se uma das canções mais reconhecidas do seu repertório.
Outros temas, como Neve Sobre a Marginal, Da Próxima Vez e Ao Canto da Noite, ajudaram a prolongar uma carreira que atravessou várias décadas.
Luís Represas trabalhou com músicos portugueses e estrangeiros e manteve uma ligação particular à música de países de língua portuguesa.
A ligação a Timor-Leste
A defesa da independência de Timor-Leste foi uma das causas públicas mais associadas a Luís Represas.
A canção Timor tornou-se um dos símbolos musicais da solidariedade portuguesa com o território durante a ocupação indonésia.
Em 1999, o músico acompanhou o então Presidente da República Jorge Sampaio numa visita oficial a Timor-Leste.
Em 2016, foi distinguido pelo Governo timorense pelo contributo dado à causa do país.
O regresso dos Trovante e os 50 anos de carreira
Em 2026, os Trovante voltaram a reunir-se para concertos especiais que assinalaram cinquenta anos desde a formação da banda.
Luís Represas preparava também novos espetáculos destinados a revisitar os temas do grupo e o repertório construído durante a carreira a solo.
O músico falava deste aniversário como um regresso às canções que acompanharam diferentes momentos da sua vida e da história recente do país.
As homenagens a Luís Represas
A notícia provocou reações de músicos, instituições e responsáveis políticos.
O Presidente da República recordou Luís Represas como um amigo e evocou os momentos partilhados ao longo dos anos.
Durante o dia, canções como Perdidamente, 125 Azul, Timor e Feiticeira foram ouvidas junto ao Palácio de Belém numa homenagem ao artista.
O Belenenses, clube do qual Luís Represas era adepto, também recordou a sua ligação e o apoio dado de forma voluntária ao longo dos anos.
As canções que ficam
O legado de Luís Represas não se resume a uma única fase da carreira.
Nos Trovante, ajudou a construir uma linguagem que aproximou a música tradicional, a intervenção e a canção popular. A solo, criou um repertório mais pessoal e desenvolveu ligações à música cubana e lusófona.
Entre as canções mais recordadas estão:
- Perdidamente;
- 125 Azul;
- Feiticeira;
- Neve Sobre a Marginal;
- Timor;
- Da Próxima Vez.
Em resumo
Luís Represas morreu aos 69 anos, vítima de doença prolongada, quando celebrava cinquenta anos de carreira.
Fundador e voz dos Trovante, o músico construiu depois um percurso a solo marcado por canções que se tornaram referências da música portuguesa.
De Perdidamente a Feiticeira, passando por 125 Azul e Timor, Luís Represas deixa uma obra que atravessou gerações.
Fontes:
- Renascença – Morreu Luís Represas, voz e rosto dos Trovante
- RTP – Morreu o cantor Luís Represas aos 69 anos
- Presidência da República – Presidente evoca Luís Represas
- RTP – Biografia e percurso de Luís Represas
- Visit Portugal – Luís Represas, 50 anos de carreira
Fotografia: Rita Carmo