O Infarmed alertou para dois lotes de protetor solar infantil retirados do mercado austríaco, depois de terem sido detetadas discrepâncias entre o fator de proteção solar indicado no rótulo e os resultados laboratoriais obtidos.
Em causa estão produtos destinados a bebés e crianças. A autoridade portuguesa diz que, até à data da circular, não encontrou evidência de comercialização destes produtos em Portugal. Ainda assim, recomenda que não sejam comprados nem utilizados.
O alerta não significa que todos os protetores solares infantis destas marcas estejam em causa, mas sim os lotes identificados pelo Infarmed.
Em poucas linhas
- O alerta envolve dois protetores solares infantis retirados do mercado austríaco.
- O problema está na discrepância entre o FPS analisado em laboratório e o FPS indicado no rótulo.
- O Infarmed não encontrou, até à data, evidência de venda destes produtos em Portugal.
- Mesmo assim, recomenda que os lotes não sejam adquiridos nem utilizados.
- Quem tiver estes produtos deve confirmar marca, nome e lote antes de os usar.
Quais são os protetores solares identificados pelo Infarmed?
Segundo a Circular Informativa n.º 050/CD/550.20.001, de 15 de maio de 2026, estão em causa os seguintes lotes:
- Fresh Baby Sunscreen High SPF 50, marca Ringana, lote 103362506241;
- Organic Babycare Baby & Kids Suncream 50, marca Alma, lote L9998.
Os dois produtos foram retirados do mercado austríaco. O alerta chegou ao Infarmed através do sistema europeu Safety Gate, usado para comunicar produtos não alimentares perigosos ou não conformes no espaço europeu.
O que foi detetado?
O Infarmed explica que os lotes apresentaram discrepâncias entre os resultados laboratoriais obtidos para o fator de proteção solar, FPS, e o que estava descrito na rotulagem.
Na prática, isto significa que o produto pode não corresponder ao nível de proteção anunciado na embalagem. Num protetor solar infantil, essa diferença é especialmente relevante, porque os consumidores tendem a confiar no FPS indicado para decidir quanto tempo uma criança pode estar exposta e que cuidados deve reforçar.
O risco não está numa reação imediata garantida, mas na possibilidade de a pele ficar menos protegida do que o consumidor pensa.
Estes produtos estavam à venda em Portugal?
Segundo o Infarmed, após pesquisas efetuadas, não foi possível identificar, até à data da circular, evidência da comercialização destes produtos em Portugal.
Esse ponto é importante. Com a informação disponível, não se trata de uma retirada confirmada no mercado português. O que existe é uma recomendação preventiva para que os produtos não sejam comprados nem usados.
A razão apontada pelo Infarmed é a livre circulação de cosméticos no Espaço Económico Europeu. Estes produtos podem chegar aos consumidores por compras online, viagens, marketplaces ou revenda informal.
O que deve fazer se tiver um destes protetores solares?
Se tem em casa um destes produtos, confirme primeiro três dados:
- nome do produto;
- marca;
- número do lote.
Se corresponder a um dos lotes identificados, não o use. Guarde a embalagem e contacte o ponto de venda ou a empresa responsável pelo produto para pedir orientação.
O Infarmed indica também que a existência destes produtos em Portugal deve ser comunicada à Direção de Produtos de Saúde através do email pchc@infarmed.pt.
Porque é que isto importa mais em produtos para crianças?
A pele das crianças exige cuidados especiais. Além disso, quando um produto é apresentado como infantil e com FPS elevado, muitos pais usam essa indicação para tomar decisões de proteção.
Se o FPS real for inferior ao anunciado, pode haver uma falsa sensação de segurança. Isso pode levar a exposição mais prolongada, reaplicação menos frequente ou menor uso de outras medidas de proteção, como chapéu, roupa leve, sombra e horários adequados.
O protetor solar ajuda, mas não deve ser a única barreira contra a radiação ultravioleta.
Como escolher e usar protetor solar com mais segurança
Este alerta não deve levar a abandonar o protetor solar. Deve levar a escolher e usar melhor.
Antes de comprar, confirme se o produto é adequado à idade da criança, se indica proteção UVA e UVB, se tem FPS elevado e se a embalagem está íntegra. No caso de produtos comprados online, tenha mais atenção ao vendedor, à origem e à informação do rótulo.
Se vai substituir o produto, pode ser útil comparar opções com calma. O N-Notícias reuniu protetores solares de supermercado que podem compensar em 2026, com foco em FPS, tipo de utilização, pele sensível e preço.
Também convém confirmar se o protetor que já tem em casa ainda está em boas condições. Este guia explica quando pode ou não fazer sentido usar o protetor solar do ano passado.
O protetor solar não chega sozinho
Em dias de maior radiação, o protetor solar deve ser combinado com sombra, chapéu, roupa adequada e menor exposição nas horas de maior intensidade.
O Índice UV ajuda a perceber quando os cuidados devem ser reforçados, mesmo que o dia não pareça muito quente.
Em resumo
O Infarmed alertou para dois lotes de protetores solares infantis retirados do mercado austríaco: Fresh Baby Sunscreen High SPF 50, da Ringana, lote 103362506241, e Organic Babycare Baby & Kids Suncream 50, da Alma, lote L9998.
A autoridade diz não ter encontrado evidência de venda em Portugal, mas recomenda que estes produtos não sejam comprados nem utilizados.
Para os consumidores, a regra prática é simples: verificar marca e lote, não usar os produtos identificados e reforçar sempre a proteção solar das crianças com mais do que apenas creme.
Fontes: