Bad Bunny no Super Bowl 2026: momentos virais e porque bateu recordes de audiência

Nuno Cruz

16 de Fevereiro, 2026

Bad Bunny atua no Super Bowl 2026.

Bad Bunny transformou 15 minutos do Super Bowl LX num evento dentro do evento. O resultado foi imediato: o espetáculo do intervalo teve uma média de 128,2 milhões de espectadores nos EUA — um dos maiores números de sempre — e voltou a provar porque é que o halftime show é, muitas vezes, a parte mais “global” do jogo.

Se viu o espetáculo e ficou com a sensação de que toda a gente estava a falar disto, não foi só impressão: os dados de audiências, de consumo nas redes e até de streaming apontam para um pico cultural em tempo real.

128,2 milhões viram o intervalo: o que dizem os números (Nielsen)

Segundo a medição oficial da Nielsen, o Apple Music Super Bowl LX Halftime Show com Bad Bunny teve uma média de 128,2 milhões de espetadores no período entre as 20:15 e 20:30 (hora de Nova Iorque).

Para teres referência, o Super Bowl LX (Seattle Seahawks vs. New England Patriots) fez uma média de 124,9 milhões no total da transmissão nos EUA — um valor altíssimo, ainda que abaixo do recorde de 2025.

O jogo teve um pico recorde… e o intervalo ficou 7% abaixo desse pico

Há outro dado curioso: a transmissão atingiu um pico de audiência de 137,8 milhões durante o 2.º quarto. Já no intervalo, o número desceu para os 128,2 milhões.

O efeito halftime show: redes sociais e streams dispararam

O Super Bowl é televisão, mas o impacto já não se mede só no ecrã da sala. Nas primeiras 24 horas, o espetáculo do intervalo gerou 4 mil milhões de visualizações nas redes sociais (números divulgados pela NFL e parceiros), e uma grande parte veio de fora dos EUA.

No streaming, o padrão repetiu-se: na segunda-feira seguinte ao jogo, o catálogo de Bad Bunny nos EUA somou 99,6 milhões de streams, um salto de 175% face à segunda-feira anterior (dados citados por vários meios com base em Luminate).

O que se viu no palco: celebração latina e convidados surpresa

Bad Bunny levou um espetáculo com forte identidade latina — e maioritariamente em espanhol — para o palco mais visto do ano nos EUA. A curadoria oficial da Apple Music descreveu a atuação como uma celebração da cultura porto-riquenha e do impacto do reggaeton na pop global.

Houve também momentos desenhados para “viralizar”: um segmento com encenação de casamento em palco e convidados que deram combustível extra às redes (incluindo Lady Gaga e Ricky Martin).

Setlist/playlist: as músicas que dominaram o pós-show

A Apple Music publicou uma playlist oficial do halftime show, com as versões de estúdio das músicas associadas ao alinhamento. É uma boa forma de confirmar o que entrou no medley e o que ficou de fora.

  • “Tití Me Preguntó”
  • “Yo Perreo Sola / Safaera” (medley)
  • “MONACO”
  • “El apagón / CAFé CON RON” (medley)
  • “DtMF”

Como é que estas audiências são medidas

Um detalhe importante para comparar números: esta edição foi medida com a metodologia Nielsen Big Data + Panel, que combina dados de big data com painel e inclui também visualizações fora de casa e em dispositivos digitais (quando aplicável). Isto tende a dar uma fotografia mais completa do consumo real.

Porque é que isto interessa (mesmo a quem não liga à NFL)

O halftime show do Super Bowl já não é só um concerto: é um lançamento global comprimido em 15 minutos. Para o artista, vale por semanas (ou meses) de promoção — e, para as plataformas, é um teste de força cultural em tempo real.

No caso de Bad Bunny, o sinal foi claro: audiência massiva, conversa global, e um efeito direto no consumo de música no dia seguinte.

Fontes