O Infarmed determinou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado do produto Calmidine.
O alerta é relevante para quem tenha este produto em casa, sobretudo se o usa ou comprou para situações como queimaduras superficiais, irritações na pele ou desconforto cutâneo.
A orientação do Infarmed para os consumidores é direta: quem tiver Calmidine não deve utilizar o produto.
Em poucas linhas
- O Infarmed mandou suspender a comercialização e retirar o Calmidine do mercado.
- O alerta foi emitido através da Circular Informativa n.º 058/CD/550.20.001.
- O regulador diz que o produto estava indevidamente qualificado como cosmético.
- Os consumidores que tenham Calmidine em casa não o devem utilizar.
- As entidades que tenham o produto não o devem disponibilizar nem utilizar.
- O alerta não indica um lote específico.
- Em caso de queimadura, siga recomendações de primeiros cuidados e contacte o SNS 24 se tiver dúvidas.
O que aconteceu ao Calmidine?
O Infarmed anunciou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado do produto Calmidine.
Segundo a autoridade nacional do medicamento e produtos de saúde, a decisão resulta de uma ação de fiscalização no mercado nacional e da análise da informação disponível sobre o produto.
O Infarmed concluiu que o Calmidine, cuja pessoa responsável é a empresa MedNet GmbH, sediada na Alemanha, se encontra no mercado indevidamente qualificado como produto cosmético.
Na prática, isto significa que o regulador considera que o produto não cumpre os requisitos aplicáveis para ser colocado e apresentado como cosmético, tendo em conta a sua função, indicações, advertências e alegações de rotulagem.
Porque é que foi mandado retirar?
O ponto central do alerta é regulamentar.
O Infarmed refere que o Calmidine não deve ser qualificado como cosmético por não cumprir os requisitos aplicáveis no Regulamento Europeu dos Produtos Cosméticos, no Decreto-Lei n.º 23/2025 e no regulamento europeu sobre critérios comuns para alegações relativas a produtos cosméticos.
Ou seja, o problema identificado pelo Infarmed está ligado à forma como o produto estava enquadrado, apresentado e qualificado no mercado.
Isto é diferente de dizer que foi detetada uma contaminação, um lote defeituoso ou um risco clínico específico. O alerta publicado não apresenta essa informação.
O que deve fazer se tiver Calmidine em casa?
Se tem Calmidine em casa, a recomendação é simples: não use.
Depois, confirme a embalagem e guarde o produto, pelo menos até saber como proceder. Não é aconselhável continuar a aplicá-lo na pele enquanto estiver em vigor a indicação do Infarmed.
Se comprou o produto recentemente, contacte o local de compra para saber se há procedimento de devolução, recolha ou reembolso.
Também pode pedir orientação numa farmácia ou contactar o Infarmed, através do Centro de Informação do Medicamento e dos Produtos de Saúde.
Deve deitar o produto para o lixo?
O alerta do Infarmed diz que os consumidores que tenham o produto não o devem utilizar, mas não detalha, na informação pública consultada, um procedimento específico de devolução ou eliminação para consumidores.
Por isso, a opção mais prudente é não usar, manter a embalagem identificável e confirmar junto do local de compra, de uma farmácia ou do Infarmed qual o passo seguinte.
Se o produto foi comprado numa farmácia, parafarmácia, loja online ou outro ponto de venda, esse local poderá ter instruções próprias depois da ordem de retirada do mercado.
O alerta é sobre todos os lotes?
O alerta público do Infarmed não identifica um lote específico.
A decisão é apresentada como suspensão imediata da comercialização e retirada do mercado do produto Calmidine, e não como recolha de um lote isolado.
Por isso, se tem uma embalagem em casa, o mais seguro é seguir a indicação geral do Infarmed: não utilizar.
O produto é perigoso?
O alerta do Infarmed não deve ser lido de forma mais alarmista do que aquilo que está escrito.
O regulador não diz, na informação pública consultada, que o produto esteja contaminado ou que tenha causado danos específicos. O que diz é que o Calmidine está indevidamente qualificado como cosmético e que não deve ser disponibilizado nem utilizado.
Mesmo assim, para o consumidor, a conclusão prática não muda: se tem o produto, não o use.
E se já usou Calmidine?
Se já usou Calmidine e não teve qualquer reação, não há razão para entrar em pânico com base apenas no alerta.
Mas deve parar de usar o produto e estar atento a sinais na pele, como vermelhidão intensa, dor persistente, ardor, irritação, bolhas, inchaço ou agravamento da lesão.
Se tiver sintomas, se a queimadura for extensa, se envolver rosto, mãos, pés, genitais, articulações ou se houver bolhas importantes, procure aconselhamento médico.
Em caso de dúvida, contacte o SNS 24 através do 808 24 24 24. Em situações urgentes ou graves, ligue 112.
O que fazer perante uma queimadura?
Este alerta não substitui cuidados de saúde nem muda as recomendações básicas para queimaduras.
Segundo o SNS 24, uma das primeiras medidas é lavar abundantemente a zona da queimadura com água tépida da torneira, água estéril ou soro fisiológico, para parar o processo de queimadura.
Não deve aplicar produtos por impulso, receitas caseiras ou substâncias que possam irritar a pele. Também não deve furar bolhas.
Se a queimadura for profunda, extensa, muito dolorosa, química, elétrica, envolver zonas sensíveis ou afetar uma criança pequena, deve pedir orientação médica.
Porque é importante ler estes alertas?
Os alertas do Infarmed não servem apenas para profissionais de saúde ou empresas.
Também são úteis para consumidores, porque permitem saber quando um produto deixa de poder ser vendido, quando há recolhas, quando existem lotes problemáticos ou quando uma qualificação regulamentar não está correta.
O N-Notícias já explicou outro alerta recente do Infarmed, relacionado com protetores solares infantis e lotes que não devem ser usados.
São situações diferentes, mas a regra prática é parecida: quando há alerta oficial, confirme a referência exata do produto e siga a orientação da autoridade competente.
Como confirmar se tem o produto certo?
Veja o nome na embalagem e confirme se corresponde a Calmidine.

Depois, procure informação sobre fabricante, distribuidor, pessoa responsável, lote, validade e local onde comprou.
Se tiver dúvidas, tire uma fotografia da embalagem e peça orientação no local de compra ou junto de um profissional de saúde.
Evite confiar apenas em imagens soltas nas redes sociais. A referência principal deve ser o alerta do Infarmed.
Em resumo
O Infarmed mandou suspender a comercialização e retirar o Calmidine do mercado nacional.
O regulador concluiu que o produto estava indevidamente qualificado como cosmético e determinou que as entidades não o devem disponibilizar nem utilizar.
Para quem tem Calmidine em casa, a orientação é clara: não use o produto. Guarde a embalagem, confirme onde comprou e peça instruções ao local de venda, a uma farmácia ou ao Infarmed.
Se precisar de tratar uma queimadura, não improvise. Siga as recomendações do SNS 24 e procure ajuda médica se houver sinais de gravidade.
Fontes: