Quatro sirenes de alerta de tsunami tocaram esta terça-feira em Lisboa, mas não houve motivo para alarme real. Tratou-se de um exercício da Proteção Civil municipal, integrado no simulacro LisbonWave26, para testar o sistema de aviso à população e os procedimentos de evacuação na frente ribeirinha.
O teste decorreu entre as 10h30 e as 12h00 e foi pensado para habituar residentes, trabalhadores e visitantes ao som do alerta e ao percurso até zonas seguras. A ideia é simples: se um cenário real acontecer, as pessoas não devem estar a ouvir aquele som pela primeira vez.
Em poucas linhas
- Lisboa testou hoje o sistema de alerta de tsunami no exercício LisbonWave26.
- As sirenes tocaram em quatro pontos da frente ribeirinha.
- O exercício serviu para testar audibilidade, evacuação e resposta operacional.
- Num caso real, a orientação é afastar-se da zona ribeirinha e procurar uma zona mais alta e segura.
O objetivo destas sirenes é ganhar minutos preciosos se houver um risco real de tsunami.
Onde tocaram as sirenes em Lisboa
Segundo a Câmara de Lisboa, as quatro sirenes atualmente instaladas ficam na Praça do Império, Ribeira das Naus, Passeio Carlos do Carmo e Doca de Alcântara. São estes os pontos já cobertos pelo sistema na frente ribeirinha da cidade.
O município diz também que quer alargar esta rede e ter 10 sirenes em funcionamento até 2029, sempre ao longo do rio, com extensão futura até à zona do Parque das Nações.
O que se ouviu durante o teste
Durante o exercício, a população ouviu uma sequência de toques seguida de mensagens de voz em português e inglês. Entre as mensagens emitidas estavam o aviso de “exercício, alerta tsunami” e a indicação para seguir para um local seguro.
De acordo com a Proteção Civil municipal, o sistema esteve ativo cerca de 20 a 30 minutos para permitir testar não só o som, mas também a audibilidade real em diferentes zonas e a capacidade de resposta das equipas no terreno.
Porque é que Lisboa está a testar estas sirenes
O objetivo é melhorar a preparação da cidade para um cenário raro, mas de elevado impacto. A autarquia tem vindo a apresentar este sistema como parte da resposta a riscos costeiros e sísmicos na zona do estuário do Tejo.
O exercício LisbonWave26 envolveu centenas de operacionais, incluindo Polícia Municipal, Bombeiros Sapadores, PSP, Marinha, juntas de freguesia e embaixadas.
O que deve fazer se houver um alerta real
Num cenário real, a indicação da Proteção Civil é clara: se sentir um sismo, deve afastar-se o mais possível da zona ribeirinha, mesmo que ainda não tenha ouvido qualquer aviso de tsunami, e procurar rapidamente um local mais alto e seguro.
Outro sinal de perigo referido pela Proteção Civil municipal é o recuo anormal da água. Se a água do Tejo recuar de forma estranha após um abalo, isso deve ser interpretado como sinal de alerta e não como curiosidade para observar de perto.
O que este teste não significa
Este exercício não significa que exista uma ameaça concreta e imediata sobre Lisboa. Significa apenas que a cidade está a testar um sistema de aviso e evacuação para um cenário extremo, precisamente para evitar improviso se algum dia esse cenário acontecer.
Fontes:
- Câmara Municipal de Lisboa — Proteção Civil prepara exercício LisbonWave26
- Câmara Municipal de Lisboa — LisbonWave26 testou sistema de alerta de tsunami
- RTP — “Exercício alerta tsunami”. Lisboa volta a testar quatro sirenes e evacuações
- ECO — Sirenes de alerta de tsunami tocam em Lisboa para testar sistema