O Mundial 2026 arranca hoje com uma mudança histórica: pela primeira vez, a competição passa a ter 48 seleções.
A edição deste ano será disputada em três países, Canadá, México e Estados Unidos, e terá 104 jogos. É a maior fase final de sempre do Campeonato do Mundo.
A grande diferença está no formato: há 12 grupos de quatro equipas e uma nova ronda a eliminar com 32 seleções.
Em poucas linhas
- O Mundial 2026 arranca a .
- É a primeira edição com 48 seleções.
- A competição tem três países anfitriões: Canadá, México e Estados Unidos.
- Há 12 grupos de quatro seleções.
- Apuram-se os dois primeiros de cada grupo e os oito melhores terceiros.
- A fase a eliminar começa agora nos 32 avos.
- O torneio passa a ter 104 jogos.
O que muda no Mundial 2026?
A principal mudança é esta: o Mundial deixa de ter 32 seleções e passa a ter 48.
Isto altera quase tudo à volta da competição. Há mais países, mais jogos, mais cidades envolvidas, mais dias com partidas e uma fase a eliminar mais longa.
O formato anterior, usado desde 1998, tinha oito grupos de quatro equipas. Os dois primeiros de cada grupo seguiam para os oitavos de final.
Agora, a fase de grupos passa a ter 12 grupos de quatro seleções. Cada equipa continua a fazer três jogos na fase inicial, mas o apuramento já não se limita aos dois primeiros lugares.
Como funciona a fase de grupos?
As 48 seleções estão divididas em 12 grupos, identificados de A a L.
Em cada grupo, as equipas jogam entre si uma vez. Ou seja, cada seleção faz três jogos nesta fase.
No fim da fase de grupos, avançam para a fase a eliminar:
- os dois primeiros classificados de cada grupo;
- os oito melhores terceiros classificados.
Na prática, passam 32 seleções. É por isso que o Mundial 2026 estreia uma nova ronda antes dos oitavos de final.
Há uma nova ronda a eliminar
Com 32 seleções apuradas depois da fase de grupos, a fase a eliminar começa nos 32 avos.
Isto significa que uma seleção que chegue à final terá de jogar mais uma partida do que no formato antigo.
Antes, o caminho até ao título podia ter sete jogos: três na fase de grupos e quatro a eliminar. Agora, o campeão terá de fazer oito jogos.
É uma mudança relevante para a gestão física, para as convocatórias e para as equipas que têm ambições de chegar longe.
Os terceiros classificados passam a contar mais
Uma das alterações mais importantes é o peso dos terceiros lugares.
No formato antigo, terminar em terceiro no grupo significava eliminação imediata. Agora, oito dos 12 terceiros classificados também seguem em frente.
Isto muda as contas da fase de grupos. Uma seleção pode começar mal, recuperar pontos no segundo ou terceiro jogo e ainda ter hipóteses de seguir para a fase a eliminar.
Mas também pode criar mais contas até ao fim. Diferença de golos, golos marcados, disciplina e critérios de desempate podem ganhar mais importância.
O Mundial passa a ter 104 jogos
Outra diferença evidente está no número de partidas.
O Mundial 2022, no Qatar, teve 64 jogos. O Mundial 2026 terá 104.
Este aumento resulta da entrada de mais 16 seleções e da criação da nova ronda a eliminar.
Para os adeptos, isto significa mais jogos durante mais tempo. Para as seleções, significa mais exigência logística, mais deslocações e mais necessidade de gerir o esforço dos jogadores.
Três países anfitriões e 16 cidades
O Mundial 2026 também é diferente por ser organizado por três países.
Canadá, México e Estados Unidos recebem a competição, com jogos distribuídos por 16 cidades anfitriãs.
A abertura acontece no México, no Mexico City Stadium, com o jogo entre México e África do Sul. A final está marcada para , nos Estados Unidos.
Esta dimensão continental torna a edição de 2026 muito diferente das anteriores. Além da parte desportiva, há mais impacto em viagens, fusos horários, distâncias e recuperação entre jogos.
Isto torna mais fácil chegar à fase a eliminar?
Em teoria, sim. Como também passam oito terceiros classificados, há uma margem maior para sobreviver à fase de grupos.
Mas isso não significa que o caminho fique simples.
Terminar em primeiro continua a ser importante, porque pode influenciar o cruzamento seguinte. Já terminar em segundo ou em terceiro pode significar um adversário mais forte logo na primeira ronda a eliminar.
Ou seja, o novo formato aumenta as hipóteses de apuramento, mas não elimina a importância de ganhar cedo.
E Portugal, onde entra neste novo formato?
Portugal está no Grupo K e vai defrontar República Democrática do Congo, Uzbequistão e Colômbia na fase de grupos.
A Seleção Nacional estreia-se a 17 de junho, em Houston. Depois joga novamente em Houston, frente ao Uzbequistão, e fecha a fase de grupos em Miami, frente à Colômbia.
O N-Notícias já publicou o calendário dos jogos de Portugal no Mundial 2026, com horários indicados para Portugal continental.
No caso português, o novo formato pode ter um impacto claro: há mais caminhos para seguir em frente, mas o primeiro lugar do grupo continua a ser o objetivo mais seguro para tentar evitar cruzamentos complicados.
Porque é que o Mundial foi alargado?
A explicação oficial passa pela expansão da competição e pela entrada de mais seleções de diferentes confederações.
Na prática, o novo formato permite que mais países participem numa fase final e aumenta o alcance global do torneio.
Esse é o lado positivo da mudança. Mais seleções significa mais histórias, mais estreias e maior representação internacional.
O lado discutível é o calendário. Mais jogos também significam mais carga competitiva, mais deslocações e maior pressão sobre jogadores que já chegam ao Mundial depois de épocas longas nos clubes.
O que muda para os adeptos?
Para quem vê em Portugal, a maior diferença será a quantidade de jogos e a duração da competição.
Também haverá mais horários a acompanhar, porque o Mundial decorre na América do Norte. Alguns jogos vão surgir em horários acessíveis, mas outros podem cair ao fim da noite ou de madrugada em Portugal continental.
O interesse já se nota fora do relvado. A caderneta oficial está a causar sensação, e o N-Notícias já explicou a corrida aos cromos do Mundial 2026, incluindo o custo de completar a coleção e os cuidados nas compras online.
Em resumo
O Mundial 2026 arranca com o maior formato da história da competição.
Há 48 seleções, 12 grupos de quatro equipas, 104 jogos e uma nova ronda a eliminar com 32 seleções. Passam os dois primeiros de cada grupo e os oito melhores terceiros classificados.
A mudança torna o torneio mais aberto e dá mais hipóteses a seleções que antes ficariam de fora. Mas também torna o caminho até ao título mais longo e mais exigente.
Para Portugal, a regra prática mantém-se: entrar bem, somar cedo e tentar vencer o grupo. Num Mundial maior, as contas podem ser mais generosas, mas os cruzamentos continuam a pesar.
Fontes: