Casamentos de Santo António: origem e horários de 2026

Nuno Cruz

10 de Junho, 2026

Casal de noivos numa celebração inspirada nos Casamentos de Santo António em Lisboa

Os Casamentos de Santo António voltam a ser um dos momentos mais simbólicos das Festas de Lisboa.

Em 2026, 16 casais vão dizer “sim” perante a cidade, numa tradição que mistura casamento, festa popular, memória lisboeta e uma origem com forte dimensão social.

A tradição começou em 1958, ainda com o nome Noivas de Santo António, e juntou 36 casais na primeira edição.

Em poucas linhas

  • Os Casamentos de Santo António 2026 realizam-se a 12 de junho.
  • A cerimónia civil está marcada para as 11h30, nos Paços do Concelho.
  • A cerimónia religiosa acontece às 14h00, na Sé de Lisboa.
  • Em 2026 participam 16 casais, com idades entre os 27 e os 51 anos.
  • A tradição nasceu em 1958, como Noivas de Santo António.
  • A primeira edição juntou 36 casais.
  • A emissão está prevista na RTP1, com audiodescrição disponível.

Quando são os Casamentos de Santo António 2026?

Os Casamentos de Santo António 2026 realizam-se na sexta-feira, , em Lisboa.

Segundo a EGEAC, o dia começa com a cerimónia civil, marcada para as , nos Paços do Concelho.

A cerimónia religiosa está marcada para as , na Sé de Lisboa.

Este ano participam 16 casais, com idades entre os 27 e os 51 anos. A EGEAC indica ainda que os casais selecionados representam 11 freguesias e várias nacionalidades.

Uma tradição que começou como Noivas de Santo António

A história dos Casamentos de Santo António começa em 1958.

Na altura, a iniciativa chamava-se Noivas de Santo António e juntou 36 casais na primeira edição. O objetivo era claro: ajudar casais com menos recursos a concretizar o casamento, numa cerimónia coletiva apoiada pela comunidade, patrocinadores e instituições.

Não era apenas uma festa bonita para a cidade. Tinha também uma função social. Vestidos, sapatos, flores, alianças e outras despesas eram assegurados através de apoios, permitindo que casais que talvez não conseguissem suportar os custos de um casamento tivessem esse dia.

Foi essa mistura de festa popular e ajuda concreta que deu força à tradição.

Porque é que Santo António é tão ligado aos casamentos?

Em Lisboa, Santo António é muito mais do que o santo celebrado a 13 de junho.

Na tradição popular, é também o “santo casamenteiro”, associado aos namorados, aos pedidos de casamento e à proteção simbólica das uniões.

Essa ligação ajudou a transformar os Casamentos de Santo António num dos rituais mais reconhecidos das Festas de Lisboa. Não é apenas uma cerimónia privada dos noivos e das famílias. É um momento que a cidade acompanha, comenta e reconhece como seu.

A interrupção e o regresso da tradição

A iniciativa foi interrompida em 1974, na sequência da Revolução de Abril.

Mais tarde, a Câmara Municipal de Lisboa recuperou a tradição. A informação atual da EGEAC aponta para 1997 como o ano em que os Casamentos de Santo António foram retomados pela autarquia, já com o formato que passou a incluir cerimónias religiosas e civis.

Desde então, a iniciativa consolidou-se como um dos pontos altos de junho em Lisboa.

Segundo a nota de imprensa da EGEAC para 2026, desde o regresso da tradição já se realizaram 431 casamentos, 296 religiosos e 135 civis.

O que muda em 2026?

Em 2026, os Casamentos de Santo António chegam à 28.ª edição desde o regresso da iniciativa no formato atual.

A EGEAC indica que foram recebidas 41 candidaturas, o número mais elevado das últimas quatro edições.

Foram escolhidos 16 casais, com percursos e profissões diferentes. A organização destaca também a diversidade dos noivos, com várias nacionalidades representadas além da portuguesa.

Essa diversidade ajuda a explicar porque é que a tradição continua viva: mantém a ligação ao imaginário lisboeta, mas acompanha a cidade real, mais plural e cosmopolita.

Dá para ver na televisão?

Sim. A RTP assegura a transmissão dos principais eventos culturais das Festas de Lisboa, incluindo os Casamentos de Santo António.

A ACAPO indica emissão em direto na RTP1, com audiodescrição, entre as 10h00 e as 20h00, no dia 12 de junho de 2026.

Para quem não vai acompanhar presencialmente, a televisão continua a ser a forma mais simples de seguir este momento da festa.

Porque é que estes casamentos continuam a interessar?

Parte do interesse vem da dimensão visual e emocional: noivos, famílias, igreja, Câmara, cidade em festa e uma cerimónia que acontece na véspera de Santo António.

Mas há outra razão mais profunda. Os Casamentos de Santo António são uma tradição coletiva. Mostram uma Lisboa que celebra o amor, mas também a ideia de comunidade.

Ao contrário de muitos eventos populares que se limitam ao espetáculo, esta tradição nasceu para resolver um problema concreto: permitir que casais com menos recursos pudessem casar.

É por isso que a história ainda importa. Sem essa origem social, os Casamentos de Santo António seriam apenas uma cerimónia bonita. Com ela, tornam-se uma tradição com memória.

Como encaixam nas Festas de Lisboa?

Os Casamentos de Santo António fazem parte do núcleo mais simbólico das Festas de Lisboa, juntamente com as Marchas Populares, os arraiais, os manjericos, as sardinhas e a noite de Santo António.

A 12 de junho, a cidade vive um dos dias mais intensos do calendário popular. De dia, há os casamentos. À noite, chegam as Marchas Populares de Lisboa 2026, além dos arraiais.

Se vai aproveitar estes dias na cidade, pode também consultar o guia sobre Santos Populares em Lisboa, arraiais e programas gratuitos.

Em resumo

Os Casamentos de Santo António 2026 realizam-se a 12 de junho, com cerimónia civil às 11h30, nos Paços do Concelho, e cerimónia religiosa às 14h00, na Sé de Lisboa.

A tradição nasceu em 1958, como Noivas de Santo António, e começou com 36 casais. Foi interrompida em 1974 e retomada mais tarde pela Câmara Municipal de Lisboa.

Quase sete décadas depois, continua a ser um dos momentos mais acarinhados das Festas de Lisboa, precisamente porque junta amor, cidade, memória popular e uma origem social que ainda lhe dá sentido.

Fontes: