Escolher o melhor apoio, IRS Jovem ou devolução de propinas

Sofia V

6 de Janeiro, 2026

IRS Jovem ou devolução de propinas

O dilema surge quando os jovens têm de escolher entre os benefícios do IRS Jovem e o prémio salarial. Muitos não sabem qual apoio compensa mais. Neste artigo, ficam algumas dicas para o ajudar a decidir entre o IRS Jovem e a devolução de propinas (prémio salarial).

Enquadramento dos apoios

A valorização salarial, conhecida como devolução das propinas, foi implementada para recompensar financeiramente os jovens que concluíram o ensino superior e permanecem no mercado de trabalho. Este mecanismo prevê o pagamento de um montante anual durante um período idêntico à duração do ciclo de estudos concluído.

Assim, um jovem licenciado recebe o apoio durante 3 anos. Enquanto um jovem mestre beneficia deste apoio durante o período correspondente ao mestrado. As regras do governo determinam que existe exclusividade: os jovens só podem usufruir de uma das modalidades, IRS Jovem ou prémio salarial.

Salário mínimo e baixos rendimentos

Para quem recebe o salário mínimo, a escolha é relativamente simples, porque estes rendimentos já estão isentos de IRS. Nesses casos, o prémio salarial tende a ser a opção mais óbvia, pois representa um acréscimo direto ao rendimento.

Um jovem com licenciatura pode ter um prémio salarial de cerca de 697 euros, com base em projeções de tabelas de retenção na fonte para 2025. Até cerca de 1 000 euros brutos mensais, a devolução das propinas costuma ser mais vantajosa, porque a poupança fiscal do primeiro ano de IRS Jovem fica normalmente abaixo do valor do prémio salarial.

Rendimentos intermédios

Entre aproximadamente 1 000 e 1 600 euros brutos, a decisão torna-se mais variável. Para um jovem com um salário de 1 250 euros, o IRS Jovem pode compensar bastante até ao sétimo ano de benefício. Sobretudo se começar a usufruir deste regime logo após terminar o curso. Contudo, se o jovem só terminar o curso nos últimos anos em que poderia aplicar o IRS Jovem, a vantagem tende a diminuir.

Acima de cerca de 1 680 euros brutos, o IRS Jovem passa a ser, em muitos casos, a melhor solução, porque a poupança em impostos tende a superar os 697 euros anuais garantidos pela devolução das propinas.

Quem tem mestrado

Quando se analisa o caso de um jovem com mestrado, os valores em causa aumentam. O prémio salarial para mestres ronda os 1 500 euros, o que significa que o IRS Jovem só se torna competitivo se o salário bruto for relativamente elevado.

Regra geral, o IRS Jovem costuma ser preferível nas seguintes situações:

  • Para salários brutos a partir de cerca de 1 261 euros, independentemente do ano em que começa o benefício.
  • Para salários até aproximadamente 1 753 euros, quando a comparação é feita com o quinto ano de IRS Jovem em diante.
  • Para rendimentos até cerca de 2 481 euros, se o jovem já estiver a usufruir dos últimos três anos do regime fiscal.

Assim, a partir de um ordenado bruto em torno de 2 482 euros, o IRS Jovem tende a ser a escolha mais vantajosa na maioria dos casos. No entanto, todos estes valores podem sofrer ajustes conforme as futuras atualizações legislativas, pelo que é importante confirmar sempre as regras e limites em vigor no momento em que tomar a decisão.

 

Fontes: pplware