Neste mundo cada vez mais digital, pagamos praticamente tudo com o cartão bancário, das compras no supermercado com o telemóvel ao café com o relógio. O dinheiro físico deixou de ser considerado essencial.
Apesar disso, o Banco Central Europeu (BCE) e os bancos centrais nacionais alertam que o dinheiro não é apenas um meio de pagamento, mas também um instrumento de resiliência.
Em situações como ciberataques ou falhas de energia, como o apagão do ano passado, os sistemas de pagamento eletrónico deixam de funcionar, e as notas e moedas tornam-se a única forma de pagamento disponível naquele momento.
O BCE não pretende criar alarmismo com estas declarações, mas sim relembrar que estas situações podem acontecer e que as pessoas devem estar preparadas.
Qual o valor que devemos ter em casa?
Não existe um valor exato, segundo o BCE, porque o custo de vida varia entre os países da zona euro. No entanto, as autoridades de proteção civil europeias recomendam guardar dinheiro suficiente para cobrir as despesas básicas durante três a cinco dias.
A importância das notas pequenas e moedas
Quando os sistemas eletrónicos falham, fazer troco pode tornar-se um problema. Se, num cenário de crise, uma pessoa quiser pagar um pão de 1 € com uma nota de 50 €, o comerciante pode não ter troco disponível.
Por isso, o BCE aconselha que o dinheiro guardado para emergências seja composto, maioritariamente, por moedas e notas de 5 €, 10 € e 20 €, evitando valores superiores.
Onde guardar o dinheiro?
A primeira preocupação de quem decide ter dinheiro em casa é onde o guardar com segurança, protegendo-o de roubos, incêndios ou inundações.
- Evite locais óbvios, como debaixo do colchão.
- Guarde o dinheiro em locais secos e longe de fontes de calor.
- O ideal é usar um cofre resistente ao fogo.
No futuro próximo, o BCE está a desenvolver uma moeda eletrónica com função offline, que permitirá pagamentos entre telemóveis mesmo sem ligação à internet.
Ainda assim, em momentos de crise, o dinheiro físico continuará a ser a forma mais segura e eficaz de pagamento.
Fontes: Vortex Mag




