Um estudo recente revela que a habitação é a maior preocupação dos mais jovens e que o medo de ficar sozinho é comum a todas as idades. Já os temas da poupança e da reforma são encarados de forma diferente entre gerações.
O estudo, realizado pelo Grupo Ageas Portugal em parceria com a Ipsos Apemeque, intitula-se “Gerações em Movimento – Preparar o Futuro” e analisa as preocupações, hábitos e expectativas em relação ao futuro das diferentes gerações, desde a Geração Z até aos Baby Boomers.
Gerações analisadas:
- Baby Boomers (aprox. 1946–1964)
- Geração X (aprox. 1965–1980)
- Geração Y ou Millennials (aprox. 1981–1996)
- Geração Z (aprox. 1997–2010)
- Geração Alfa (a partir de 2010)
- Geração Beta (a partir de 2015)
Resultados do estudo
A Geração Z destaca-se neste estudo por contrariar a perceção comum de desinteresse por temas financeiros. Cerca de 67% dos jovens desta geração já começa a pensar na reforma antes dos 26 anos.
Além disso, 73% afirma ter o hábito de poupar, demonstrando uma relação equilibrada entre o contacto presencial e digital quando trata de assuntos financeiros. No entanto, apenas 13% acredita que conseguirá atingir o objetivo de investir em mobiliário para a reforma, um desejo partilhado por mais de metade dos jovens.
Entre os millennials, a preparação para a reforma começa, em média, aos 32 anos. Esta geração valoriza o equilíbrio entre vida pessoal, profissional e saúde familiar. Cerca de 66% já possui casa própria, embora 29% continue a ter a habitação como principal preocupação. No entanto, os millennials também revelam maior literacia financeira e recorrem tanto a canais digitais como presenciais.
Já a Geração X, conhecida como a “geração sanduíche”, tende a pensar na reforma apenas a partir dos 50 anos, quando atinge maior estabilidade. A maioria (82%) já tem casa própria e 43% valoriza um estilo de vida simples. Contudo, continuam presentes as preocupações com o custo de vida e a saúde.
Esta é uma geração que revela familiaridade com produtos financeiros e prefere aconselhar-se com familiares e especialistas.
Por fim, os Baby Boomers, são mais otimistas em relação à sua velhice, 61% sente-se bem física e mentalmente, e mais de metade aceita bem esta fase da vida,
É uma geração onde 67% gostam de aprender e conviver, com 51% pelos objetivos de viajar e ainda 44% apoiar os filhos e dos netos. Contudo, a perceção publica de fragilidade económica, não corresponde bem à realidade onde 55% afirma não ter perdido o poder de compra. Apenas aos 30 anos começaram a ter hábitos de poupança.