“Burla do talão esquecido” no multibanco, saiba como se proteger

Sofia V

21 de Janeiro, 2026

“Burla do talão esquecido” no multibanco, saiba como se proteger

Um talão esquecido “ao acaso” no multibanco pode ser o início de uma burla silenciosa. Saiba como este esquema funciona e esteja atento aos sinais.

Tudo começa com um talão deixado na caixa multibanco, aparentemente esquecido por distração. Contudo, a curiosidade leva muitas pessoas a olhar para o papel, e é aí que a fraude começa. Logo, o esquema é simples e discreto, baseado na observação, na pressão social e na manipulação. Este tipo de abordagem tem ocorrido com frequência em várias zonas do país.

O esquema

Antes de a vítima chegar, os burlões utilizam a caixa multibanco para imprimir um talão, geralmente com o saldo ou os movimentos recentes, e deixam-no visível no terminal. Esse papel parece inofensivo, um simples esquecimento, sem causar alarme ou urgência.

Quando alguém se aproxima e olha para o talão, demonstra curiosidade e abertura para interagir. Nesse momento, surge o burlão, fingindo ser o legítimo titular do cartão. Com uma história bem ensaiada, acompanhada de nervosismo ou pressa, tenta justificar um pedido de ajuda.

O pedido inicial

O pedido é quase sempre pequeno. O burlão alega que a conta está bloqueada e que precisa concluir uma operação. Para isso, pede uma transferência simbólica de um ou dois euros, “apenas para confirmar”.

Esse gesto serve para testar a boa vontade da vítima, ganhar a sua confiança e observar o seu comportamento. Portanto, quando a vítima aceita, a pressão aumenta: os pedidos tornam-se mais insistentes e os valores, mais elevados. Há ainda o risco de o burlão conseguir observar o código PIN do cartão durante o processo.

A base da burla

  • Este esquema combina vários fatores:
  • Ocorre num contexto associado à segurança bancária.
  • Envolve montantes baixos numa fase inicial.
  • Apela à ajuda e à urgência.
  • Explora a dificuldade social de recusar pedidos diretos.

O alerta das autoridades

A Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Guarda Nacional Republicana (GNR) alertam para estas situações. O talão pode ser usado como pretexto para abordagens fraudulentas ou para distrair a vítima enquanto se comete outro crime. Portanto, muitas vítimas começam por transferir pequenas quantias, mas acabam por sofrer prejuízos mais elevados. Em alguns casos, os criminosos conseguem ver o PIN ou furtar objetos pessoais.

Como prevenir

As medidas de prevenção são simples, embora os esquemas sejam muito bem preparados:

  • Ignore talões deixados nas máquinas.
  • Evite interagir com desconhecidos no multibanco.
  • Proteja o teclado ao introduzir o PIN.
  • Destrua os seus talões antes de os deitar fora.
  • Dê preferência a caixas automáticas em locais movimentados.

Se suspeitar de alguma situação estranha, afaste-se de imediato. Logo, qualquer pedido inesperado deve ser visto como sinal de alerta, mesmo quando tudo parece normal.

 

Fontes: Vortex Mag