Excesso de velocidade e álcool: Governo quer multas mais pesadas

Nuno Cruz

17 de Abril, 2026

Carro em estrada com sinal de limite de velocidade ao fundo

O Governo quer apertar as regras na estrada e está a estudar o agravamento das multas de trânsito para dois comportamentos considerados críticos: excesso de velocidade e condução sob efeito de álcool.

A ideia não é nova, mas volta agora ao centro da discussão num contexto em que os números da sinistralidade continuam a preocupar.

Em poucas linhas

  • O Governo admite agravar multas para excesso de velocidade e álcool.
  • A medida faz parte de uma estratégia de reforço da segurança rodoviária.
  • Ainda não há detalhes finais sobre valores ou datas de aplicação. [VERIFICAR]
  • As infrações já hoje podem implicar coimas elevadas, perda de pontos e inibição de conduzir.

Porque é que estas infrações estão no foco

O excesso de velocidade e o álcool continuam entre as principais causas de acidentes graves nas estradas. São também dos comportamentos mais frequentes e mais difíceis de controlar apenas com fiscalização.

É por isso que o reforço das coimas surge como uma ferramenta adicional: aumentar o custo do risco para tentar mudar comportamentos.

O que pode mudar

Ainda não existe um pacote fechado com todas as alterações, mas o que está em causa inclui:

  • coimas mais elevadas para excesso de velocidade;
  • agravamento das penalizações para condução sob efeito de álcool;
  • eventual reforço de sanções acessórias, como inibição de conduzir.

Não há ainda confirmação oficial de novos valores ou calendário de entrada em vigor.

O que já está em vigor hoje

Mesmo sem alterações, estas infrações já têm consequências pesadas:

  • coimas que podem ultrapassar várias centenas de euros;
  • perda de pontos na carta de condução;
  • inibição de conduzir em casos mais graves;
  • processos-crime em situações de álcool acima de determinados limites.

Ou seja, o agravamento em discussão parte de uma base que já é significativa.

Vai mudar alguma coisa na prática?

Depende de dois fatores: dos valores finais das multas e da fiscalização.

Se o aumento for significativo, pode ter impacto dissuasor. Mas sem fiscalização consistente, o efeito tende a ser mais limitado.

É um padrão que já se viu noutras áreas: não é só a penalização que conta, é a probabilidade de ser apanhado.

O que isto significa para os condutores

Mesmo antes de qualquer alteração, a mensagem é simples: estas duas infrações estão cada vez mais no radar.

Para quem conduz, isso traduz-se em maior atenção a limites de velocidade e tolerância zero em relação ao álcool – não apenas por causa das multas, mas pelo risco real associado.

Em resumo

Está a ser discutido o agravamento das multas para excesso de velocidade e condução sob álcool, reforçando a pressão sobre dois dos comportamentos mais perigosos na estrada.

Ainda não há detalhes finais confirmados, mas a direção é clara: mais penalização para tentar reduzir risco.

Fontes: