Dinheiro em casa: o que recomenda o BCE
14:36h - 20 de Janeiro, 2026 | Sofia

Dinheiro em casa: o que recomenda o BCE

Dinheiro em casa: o que recomenda o BCE
Dinheiro em casa: o que recomenda o BCE

Neste mundo cada vez mais digital, pagamos praticamente tudo com o cartão bancário, das compras no supermercado com o telemóvel ao café com o relógio. O dinheiro físico deixou de ser considerado essencial.

Apesar disso, o Banco Central Europeu (BCE) e os bancos centrais nacionais alertam que o dinheiro não é apenas um meio de pagamento, mas também um instrumento de resiliência.

Em situações como ciberataques ou falhas de energia, como o apagão do ano passado, os sistemas de pagamento eletrónico deixam de funcionar, e as notas e moedas tornam-se a única forma de pagamento disponível naquele momento.

O BCE não pretende criar alarmismo com estas declarações, mas sim relembrar que estas situações podem acontecer e que as pessoas devem estar preparadas.

Qual o valor que devemos ter em casa?

Não existe um valor exato, segundo o BCE, porque o custo de vida varia entre os países da zona euro. No entanto, as autoridades de proteção civil europeias recomendam guardar dinheiro suficiente para cobrir as despesas básicas durante três a cinco dias.

 

A importância das notas pequenas e moedas

Quando os sistemas eletrónicos falham, fazer troco pode tornar-se um problema. Se, num cenário de crise, uma pessoa quiser pagar um pão de 1 € com uma nota de 50 €, o comerciante pode não ter troco disponível.

Por isso, o BCE aconselha que o dinheiro guardado para emergências seja composto, maioritariamente, por moedas e notas de 5 €, 10 € e 20 €, evitando valores superiores.

 

Onde guardar o dinheiro?

A primeira preocupação de quem decide ter dinheiro em casa é onde o guardar com segurança, protegendo-o de roubos, incêndios ou inundações.

  • Evite locais óbvios, como debaixo do colchão.
  • Guarde o dinheiro em locais secos e longe de fontes de calor.
  • O ideal é usar um cofre resistente ao fogo.

No futuro próximo, o BCE está a desenvolver uma moeda eletrónica com função offline, que permitirá pagamentos entre telemóveis mesmo sem ligação à internet.

Ainda assim, em momentos de crise, o dinheiro físico continuará a ser a forma mais segura e eficaz de pagamento.

 

Fontes: Vortex Mag

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